
A videovigilância tornou-se cada vez mais comum em empresas de todos os setores. Para além de reforçar a segurança, pode ajudar a melhorar a gestão interna. No entanto, quando utilizada para controlo laboral, é fundamental cumprir a legislação, incluindo o Regulamento Geral de Proteção de Dados (RGPD), e respeitar os direitos dos trabalhadores.
Na Casmar, como especialistas em soluções integradas de segurança, queremos partilhar as chaves que toda a empresa deve conhecer antes de instalar câmaras.
Além disso, atualmente existem plataformas avançadas de gestão de vídeo, como a AxxonSoft, que permitem aplicar estas medidas de forma mais segura, eficiente e em conformidade com a legislação.
1. Quando se podem instalar câmaras
O Estatuto dos Trabalhadores permite utilizar videovigilância para verificar se os trabalhadores cumprem as suas obrigações. Mas não se pode gravar por qualquer motivo:
- Deve existir uma razão legítima e justificada.
- Não podem existir alternativas menos invasivas.
- O objetivo deve estar claramente relacionado com segurança ou controlo laboral.
Exemplo: é possível instalar uma câmara na entrada do escritório para segurança, mas não em zonas privadas como balneários ou casas de banho. A proporcionalidade é fundamental: sem ela, a instalação não é legal.
2. Avisar os trabalhadores
Informar os colaboradores é obrigatório. Não o fazer pode invalidar as gravações. As ações mínimas incluem:
- Cartazes visíveis nas áreas vigiadas com a identidade do responsável e como exercer os direitos de proteção de dados.
- Comunicação direta aos colaboradores e à representação sindical através de canais oficiais.
- Disponibilizar todas as informações previstas no artigo 13.º do RGPD.
Dica Casmar: além de cumprir a legislação, esta transparência gera confiança e reduz conflitos internos.
3. Onde colocar as câmaras
Só se devem gravar as zonas necessárias para o controlo laboral. É proibido gravar:
- Balneários, casas de banho ou zonas de descanso.
- Conversas privadas.
- Áreas alheias ou via pública sem máscaras de privacidade se forem usadas câmaras com zoom ou motorizadas.
Exemplo prático: num armazém, podem ser colocadas câmaras nos corredores de mercadorias, mas nunca sobre a área de refeição do pessoal.
4. Como gerir as imagens
A segurança das gravações é tão importante quanto a instalação:
- Guardar os ficheiros em locais protegidos.
- Limitar o acesso apenas a pessoal autorizado.
- Proteger o acesso remoto com passwords robustas ou sistemas de autenticação segura.
- Conservar as imagens no máximo um mês, exceto para investigações policiais ou judiciais.
Conselho Casmar: documentar cada passo garante rastreabilidade e conformidade, além de facilitar auditorias ou inspeções.
5. Responsabilidade e cumprimento legal
Para além do RGPD, nalguns setores pode ser necessário cumprir também outras normas, como a Lei de Segurança Privada ou regras de prevenção de riscos laborais. Por isso, não basta instalar câmaras: é preciso combinar tecnologia, conformidade e boas práticas.
As empresas que adotam esta abordagem não só evitam sanções, como também constroem espaços mais seguros, profissionais e transparentes. Na Casmar, projetamos soluções de videovigilância à medida, integrando tecnologias como as da AxxonSoft, para que os seus sistemas não sejam apenas eficazes, mas também totalmente legais e confiáveis.






